Seguro Agro: Desafios e Oportunidades


É sabido sobre a correlação entre o segmento de Seguro e a Economia, onde nos momentos de maior abundância econômica oportunidades emergem e os resultados refletem este ambiente. Apesar de nacionalmente ainda não estarmos economicamente de vento em popa, o ambiente apresenta melhora desde 2017. Quando observamos o fechamento do PIB de 2017, é identificado um novo herói nacional: o Agronegócio.

 

Além do Agronegócio ter elevado sua representatividade no PIB e ter sido o segmento responsável por fazer o PIB ter crescimento, tem também se destacado como importante peso na balança comercial, importante promotor de empregos e inovação.

 

Ao interagir com colegas atuantes em Seguros, com alguma experiência no Agro, costumamos nos deparar com diversos tipos de experiências e previsões. Muito se fala sobre a dependência do governo, por meio do Seguro Rural, ou sobre a não cultura pelo seguro, além das diversas histórias de peritagens e sinistralidades sensíveis de divulgação.

 

Mercado perdido ou ideal momento de ruptura? Esta indagação que nos motiva.

 

É crescente a entrada de novas empresas na oferta de Seguros para Agro. Antes concentrado em Seguro Rural, agora a cadeia que engloba o fornecimento de alimento apresenta oportunidades para Propriedade, Ativos, Produção, Responsabilidade Civil, Vida, entre tantos outros.

 

Não bastasse a concorrência entre seguradoras, no Agronegócio é presente também a concorrência indireta, via Tradings e Cooperativas, que organizadas e em contato direto com produtos, ofertam de forma direta ou indireta oportunidades de proteção e mutualismo.

 

Com isso, o desafio que já era significativo, multiplica-se. Estamos tratando de seres vivos gerindo seres vivos e sofrendo ação de um meio ambiente vivo. Eventos severos climáticos cada vez mais presentes, intensos e imprevisíveis (cadê La Niña?). De acordo com a Embrapa e o Banco Mundial, no Brasil, a perda média anual é de R$ 11 bilhões.

 

Cadastro Ambiental em evolução e Legislação Ambiental cada vez mais ajustada. Instituições de regulação e fiscalização cada vez mais preparadas, informadas e atuantes (e autuando).

 

Ter um diagnóstico de uma nova área ou cliente, permitindo estimar riscos e ajustar taxa, minimizar exposição, validar declaração do cliente sobre operação a ser realizada, prever risco, saber antes sobre ocorrências ou acompanhar a área segurada. Desafios e oportunidades para um território continental.