Monitoramento Ambiental: Desafios, Formas e Precisão


Não mais soa como novidade a máxima de que o Brasil é um país provido de meio ambiente diverso e rico, que possui dimensões continentais e portanto possui desafios significativos na gestão do Meio Ambiente.

 

Possuímos regiões com características de vegetação, solo, exploração e clima diversos, que assim impõem aos órgãos responsáveis pela gestão do Meio Ambiente e território, significativos desafios quanto ao entendimento histórico do uso destes territórios, realização de análise interconectada entre regiões, bacias e fenômenos, bem como projetar o impacto futuro pela exploração do Meio Ambiente e sua respectiva capacidade de absorção das cargas geradas.

 

Recentes avanços nas regulamentações e exigências ambientais, trazem cada vez mais a visão de organização e definição de parâmetros de análise, mesmo ainda havendo espaço para ajustes e definições adicionais. A obrigatoriedade pelo registro de propriedade, não mais só com o intuito cartorial e posse, mas também ambiental e financeiro, trazem uma nova perspectiva aos atuantes na gestão.

 

Estas bases criadas, permitem estabelece os limites e padrões a serem seguidos por empreendimentos ou ações humanas no meio ambiente, cabendo aos órgãos monitorar este uso e ajustar métricas. Comprimento legal, responsabilidade socioambiental e econômico, equilíbrio no uso do Meio Ambiente.

 

Surgem porem questionamentos sobre a forma ideal em se fazer este monitoramento em um ambiente tão extenso e diverso. Acompanhamento em campo, com fiscais, torna-se custoso e impraticável, quase um exercício de enxugamento de gelo.

 

Com o advento de novas capacidade tecnológicas, metodológicas e de sensoriamento remoto, temos visto oportunidades na implementação de soluções de monitoramento por meio do uso de tecnologia, treinada e focada neste propósito.

 

Sabe-se que ao confrontarmos as diferentes características de interferência ambiental em um território variado, a complexidade de monitoramento e sua precisão, são dispares.

 

Neste sentido, vemos com bons olhos as diversas capacidades de monitoramento remoto, por meio de sensores satelitais, aéreos ou orbitais. Estes possuem características técnicas diferentes, que quando combinados idealmente podem garantir satisfação no monitoramento.

 

Identificação de focos de incêndio e desmatamentos regionais, são prontamente identificados por sensores de baixa resolução de coleta, porém de alta resolução temporal (visitação) e baixo custo. Fenômenos mais específicos em propriedades ou bacias, podem ser identificados com sensores de alta resolução de coleta, como imagens de satélite, que podem identificar a presença de um alvo de 50 centímetros, por exemplo.

 

Todas estas capacidades de sensibilização, orquestrados por modelos matemáticos especialistas, em ferramentas customizadas e correlacionadas com dados climatológicos atualizados, elevam a condição de monitorarmos grandes extensões territoriais, com a precisão necessária e automaticamente sermos avisados sobre um desvio de conduta ou infração junto a um cenário estabelecido no momento do licenciamento.